Quando os jogadores perdem as estribeiras

Quando é o dinheiro que está em causa, os jogadores nem sempre se mostram razoáveis. A prova com estes faits divers que relatam alguns episódios caricatos.

Já todos sabemos que os jogos de dinheiro levam por vezes a cometer loucuras… e os  jogadores compulsivos, mais que ninguém, não virão seguramente contradizer-me. Deixo-vos aqui uns quantos faits-divers que comprovam que o jogo pode tornar-se por vezes perigoso…

140 000$ roubados e perdidos num casino no espaço de algumas horas

Um jogador japonês, que estava em viagem de negócio pelo continente australiano com o seu patrão, esperou que este adormecesse profundamente para se apoderar de uma maleta que continha 140 000$, com o intuito de ir num ápice tentar a sua sorte no Crown Casino, em Melbourne. E isso, no curto espaço de tempo de 4 horas. O empregado, que tinha atingido uma dívida de cerca de 20 000$, convenceu-se de que era capaz de duplicar os 140 000$ e repor o dinheiro “emprestado” antes do patrão acordar. Porém, a sessão de jogo não correu como previsto. O sujeito começou descaradamente por negar qualquer tipo de envolvimento no desaparecimento do dinheiro, mas não teve outro remédio senão confessar o crime quando surgiram as imagens de vídeo-vigilância. Sentença: 8 meses de prisão.

Um jogador devastado vinga-se numa máquina de vídeo poker

Depois de ter perdido uma bela maquia no casino de Sables d’Olonne, em França, um cliente começou a agredir fisicamente a máquina ingrata, antes de se por a milhas e acabar por ser apanhado no jardim zoológico pelos agentes de segurança do dito casino. Terá sido à priori a primeira vez que este quarentão teve uma reacção similar. Após uma noite sob custódia, foi libertado enquanto não sai a pena disciplinar. Resultado da sua ira: vidros de protecção e ecrã partidos tal a força dos murros e pontapés.

Slot machine VS jogador num casino Hard Rock

Decididamente, os jogadores desafortunados andam com o sangue à flor da pele ultimamente. Que o diga um cinquentão do Estado do Iowa que destruiu a slot machine onde estava a jogar. Depois de ter efectuado várias apostas e de ter perdido consecutivamente, os nervos apoderaram-se. Primeiro, começou por destruir os botões, antes de atacar o ecrã da máquina aos murros. Depois de ter negado os factos, o jogador coberto de sangue acabou por confessar o delito após ter visualizado as imagens de vídeo vigilância. Sentença: 6 dias de prisão, mais custos de reparação da máquina e coima a pagar ao casino. Ou seja, cerca de 2 000 dólares, para além do valor que ele perdeu nas apostas.

Um homem da igreja viciado em jogo endivida-se por causa dos jogos de dinheiro

Um antigo padre a viver na Suíça declarou-se recentemente falido. Valor em dívida: dois milhões e meio de francos suíços, que terá pedido emprestado aos seus paroquianos. Ao que tudo indica, este homem que está agora a ser tratado devido à sua adição aos jogos de dinheiro, tinha por hábito pedir dinheiro emprestado aos fieis da sua igreja, em parte para ir jogar ao casino. A diocese, que acabou por tomar conhecimento deste seu hobby oneroso tomou então uma medida drástica: dispensar definitivamente o padre das suas funções. Isto porque o jogador já tinha sido suspenso em 2011 pelo mesmo motivo precisamente. Porém, na altura, um abaixo-assinado permitiu-lhe então retomar o seu cargo. Resultado: uma dívida colossal que não mais parou de aumentar. Parece que alguns credores chegaram a perdoar-lhe a dívida…

4 milhões em prémios na lotaria, que nunca virão a ser entregues

É o sonho de qualquer jogador: ganhar vários milhões. Um sonho que se tornou realidade, durante um curtíssimo espaço de tempo, para dois apostadores na lotaria britânica. Os felizardos ganharam 4,3 milhões de libras na National Lottery. Porém, surgiu um problema, é que o dinheiro utilizado para comprar o bilhete de lotaria vinha de um cartão bancário roubado. Uma “distracção” que não terá passado despercebida aos inspectores que têm por dever verificar minuciosamente os dados dos vencedores antes de dar qualquer ordem de pagamento.

Depois de se terem apercebido que os dois amigos não eram titulares de nenhuma conta bancária, o inspector que se terá mostrado bastante céptico perante a explicação fornecida (“trata-se do cartão de um amigo que por sinal se encontra no estrangeiro”) decidiu prosseguir a sua investigação. Não tardou muito até descobrir que os dois malandros já tinham cadastro judiciário. Na realidade, tratam-se de dois burlões profissionais. Um dos dois já fora condenado 22 vezes Pior ainda: tinha acabado de sair da prisão depois de ter assaltado uma bomba de gasolina. Escusado será dizer que estes dois charlatões nunca verão a cor do dinheiro. 

Avaliação dos Jogadores

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